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Incompatibilidades
 

Incompatibilidades Físico-Químicas

As incompatibilidades fisico-químicas são reacções que ocorrem, aquando da mistura de dois ou mais medicamentos, ou de um medicamento com um veículo, durante o período de conservação e/ou administração, dando origem a alteração de cor, escurecimento, turbação, precipitação, libertação de gás e formação de espuma.
Em geral, estas reacções são fáceis de detectar e em muitos casos podem ser previstas a partir das características fisico-químicas dos fármacos envolvidos.

A precipitação é sem dúvida, a incompatibilidade mais frequente e, possivelmente a mais perigosa. Para além de ocorrer no recipiente da mistura pode ainda ter lugar no sistema de perfusão. A solubilidade intrínseca e o pH são os factores mais influentes na precipitação. Já o efeito do sal, a complexação, e as características dos excipientes são menos importantes. Exemplos deste tipo de reacções são: a precipitação dos ácidos livres resultante da adição de sais de sódio a ácidos fracos de soluções injectáveis de grande volume com pH ácido, a precipitação de sais de cálcio na presença de bicarbonato de sódio, ou a precipitação de sais ácidos (cloridratos, sulfatos, etc.) quando adicionados a um meio alcalino.

A solubilidade é um factor importante especialmente para fármacos pouco solúveis em água, sendo necessário recorrer muitas vezes ao uso de co-solventes solúveis como o etanol, propilenoglicol, ou o polietilenoglicol para os poder incluir na formulação. Como exemplo temos a digoxina, a fenitoina, o trimetoprim-sulfametoxazol, o etoposido, o teniposido e o diazepam. Contudo, quando são diluídos com água, o fármaco pode "sair" da solução.r>
A alteração de cor numa MIV não implica necessariamente incompatibilidade entre o fármaco e o solvente. Assim a aminofilina ou a dopamina entre outros, adquirem diferentes colorações em glicose a 5%, as quais não implicam degradação química do medicamento. Em outros casos porém a alteração de cor, expressa perda de actividade terapêutica.

A formação de espuma é um processo físico pouco frequente durante a preparação. A sua importância relativa à perda de segurança das MIV não tem sido discutida, já que em geral, o fenómeno desaparece após um curto período de repouso.

A libertação de gás resulta da reacção química entre os carbonatos ou os bicarbonatos e fármacos acídicos. Algumas cefalosporinas como a cefradina ou a ceftazidima, contêm carbonato de sódio ou bicarbonato nas suas formulações e durante a reconstituição forma-se dióxido de carbono podendo originar reacções explosivas na seringa.

Os fenómenos de turbação, passageiros mas pouco perceptíveis para o preparador das MIV, podem ser indicativos de condições inadequadas de misturas. O seu maior inconveniente é a possibilidade de estarem na origem de processos de precipitação mediados pelo tempo e ser fonte de partículas invisíveis (inferiores a 40 mícrones de diâmetro).
Os fenómenos de absorção/adsorção são classificados como incompatibilidades físicas. Os fármacos podem ser adsorvidos à superfície ou absorvidos pela matriz dos recipientes e dos sistemas de perfusão, o que faz com que uma quantidade significativa seja removida da solução. É o caso da nitroglicerina, do diazepam, da varfarina, da vitamina A, da dactinomicina ou da insulina.
Os recipientes de plástico e os sistemas de perfusão, especialmente os constituídos por cloreto de polivinilo (PVC), representam uma fonte de diminuição de fármaco dissolvido, especialmente para moléculas lipossolúveis. Nestes casos dever-se-á recorrer ao uso de plastificantes à base de polietileno ou polipropileno, uma vez que não absorvem este tipo de fármacos.

A A complexação é outro fenómeno físico, cujos exemplos representativos são os complexos insolúveis resultantes da mistura das tetraciclinas com iões Al3+, Ca2+, Fe2+, Fe3+ e Mg2+ sob determinadas condições de concentração e pH. A anfotericina B e a eritromicina (gluceptato) formam complexos pouco solúveis com conservantes bacterianos, como por exemplo o álcool benzílico utilizado como bacteriostático na água para preparação de injectáveis.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   
 

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