Este Site foi desenvolvido com o intuito de
complementar exclusivamente os conhecimentos dos profissionais de saúde, no que diz
respeito à preparação, reconstituição, estabilidade e administração de
medicamentos por via parentérica.
Todos sabemos, que os
estudos relacionados com a estabilidade e compatibilidade dos medicamentos são
dispersos, normalmente em livros estrangeiros e nem sempre contêm informações
relativas às formulações comercializadas em cada país. Muitas vezes, nem os dados
da própria Indústria Farmacêutica produtora, são disponibilizados atempadamente.
Todos os conteúdos deste
Site, não são mais do que o resultado de um conjunto vasto de informação
pesquisada e minuciosamente analisada, essencialmente obtida a partir dos Resumos das
Características dos Medicamentos (RCM's) ou de outras fontes
bibliográficas, quando a mesma era julgada insuficiente. A obtenção dos RCM's
foi possível através de consulta livre e gratuita, no site da
EMEA -
The European Agency for the Evaluation of
Medicinal Products, de pedido formalizado à Indústria
Farmacêutica
produtora/importadora/distribuidora e simultaneamente, por consulta na
Internet em sites internacionais de reconhecida idoneidade. Foi elaborada e
organizada com base numa Classificação Farmacoterapêutica adoptada pela Autora, encontrando-se os
Medicamentos injectáveis ordenados alfabeticamente
por
Nome Comercial e/ou Denominação Comum Internacional
(DCI).
Quanto aos Medicamentos Citostáticos, a sua disponibilização será
efectuada brevemente, dado que os mesmos estão a ser alvo de análise técnica dos conteúdos por parte da Autora. Saliente-se ainda que a ausência neste
Site, dos
Grupos XIV, XV, XVI e XXI, advém da inexistência de Medicamentos para
administração parentérica nos mesmos.
Assim, a sua consulta
não tem necessariamente de ser realizada por um determinado processo rígido.
Poderá em qualquer umas das páginas existentes neste Site, utilizar o campo de
pesquisa, disponibilizado no seu inicio, digitando o Nome Comercial, o Nome
Genérico, o Grupo Farmacoterapêutico ou mesmo o Laboratório produtor. Poderá
igualmente, e se assim o entender, utilizar outras duas alternativas possíveis
de pesquisa. A primeira, é o recurso à página de Pesquisa Avançada, onde poderá
cruzar as diversas opções aí existentes. A última alternativa, será a de aceder
ao Mapa do Site e nele encontrará, todos os medicamentos injectáveis
devidamente ordenados e disponíveis para consulta na Base de Dados.
Convém também e desde já
salientar, que a informação respeitante a cada medicamento se encontra
normalizada, obedecendo a 11 parâmetros comuns de avaliação:
►
Nome Comercial;
►
Denominação Comum
Internacional;
►
Classificação
Farmacoterapêutica;
►
Apresentação;
►
Forma Farmacêutica;
►
Vias de Administração;
►
Reconstituição (indicação
qualitativa e quantitativa dos solventes/veículos a usar);
►
Diluição/Administração
(vias de administração adequadas, compatibilidade dos medicamentos com as
diferentes soluções de perfusão, volumes, velocidade de perfusão e concentrações
possíveis);
►
Estabilidade após
Reconstituição/Diluição (período de tempo durante o qual o medicamento mantém a
estabilidade físico-química);
►
Armazenamento;
►
Observações (outras
considerações particulares julgadas úteis).
Chama-se a atenção
para o facto das indicações aí fornecidas, dizerem respeito à utilização em
doentes adultos, com função renal normal e sem necessidade de restrições
hídricas. A dose, a concentração e a velocidade de perfusão indicadas para cada
medicamento são recomendações gerais, ficando no entanto ao critério de cada
clínico, a possibilidade da adequação desses parâmetros à situação específica de
cada doente.
Uma Breve Perspectiva...
Os medicamentos injectáveis para administração por via
parentérica chegam aos profissionais de saúde, nas mais diferentes formas
farmacêuticas:
►
Soluções prontas a
administrar;
►
Pós ou liofilizados solúveis para reconstituir ou diluir com solventes;
►
Suspensões prontas a
administrar;
►
Pós ou liofilizados insolúveis para reconstituir ou diluir com um veículo;
►
Emulsões;
►
Líquidos concentrados
para diluir antes da administração.
A sua preparação,
reconstituição e diluição, requerem o conhecimento das propriedades
físico-químicas das moléculas dos fármacos, dos excipientes, bem como dos
veículos/solventes nos quais vão ser diluídos, de forma a não comprometer a sua
estabilidade. Estes factores são determinantes na segurança e na qualidade da
administração do medicamento ao doente.
Pode dizer-se que a administração parenteral (do grego: "para" = ao lado + "enteron"
= intestinal), também chamada injectável, começou a desenvolver-se depois dos
trabalhos de Pasteur sobre a esterilização. Até essa data, a via parenteral, que
foi pela primeira vez utilizada de uma maneira sistemática na terapêutica humana
por Alexander Wood em 1853, tinha dado origem a diversos acidentes
infecciosos, já que os medicamentos não eram esterilizados. Assim, surgem como
exigências da via parenteral, a necessidade de utilização de medicamentos
estéreis, e de soluções aquosas com pH e tonicidade compatíveis com os tecidos
onde são aplicados.
Os medicamentos de uso
parenteral são muitas vezes combinados para administração. Essas chamadas
Misturas Intravenosas (MIV), incluem soluções de pequeno e de grande
volume. Considerando o elevado número de medicamentos existentes bem como o de
veículos que podem ser usados na preparação das
MIV, as suas combinações possíveis podem ascender aos milhares. Não
podemos esquecer que, cada medicamento comercializado contém ainda vários
excipientes (co-solventes, conservantes, antioxidantes, gases, surfactantes,
tampões, agentes de complexação, agentes de quelação), que interferem igualmente
com a compatibilidade e estabilidade dos fármacos em solução. Esta questão
torna-se mais complexa, quando laboratórios farmacêuticos comercializam uma
mesma molécula (principio activo) com diferentes formulações. Portanto, prever
as potenciais instabilidades e incompatibilidades entre fármaco/veículo,
fármaco/fármaco e fármaco/excipiente, requer o conhecimento dos factores que
podem influir ou afectar a estabilidade físico-química de todos os componentes.
Atendendo a todos estes potenciais problemas, o farmacêutico é questionado
frequentemente sobre a preparação, reconstituição ou estabilidade dos
medicamentos injectáveis, tornando-se assim num dos seus desafios profissionais.
De forma a assegurar uma distribuição eficaz do medicamento ao doente, é da
responsabilidade do farmacêutico saber qual a informação disponível e informar
sobre cada componente.
Muitos
farmacêuticos podem considerar este assunto pouco recompensador, dado que os
estudos são aborrecidos de ler e muitas vezes não podem ser aplicados de
imediato a casos clínicos concretos. Contudo, o uso desta informação é a chave
que assegura a integridade da dosagem das formas farmacêuticas e de uma forma
mais geral, a responsabilidade do farmacêutico no uso do medicamento de forma
eficaz e segura. Um exemplo representativo da gravidade deste assunto foi o
alerta da Food and
Drug Administration (FDA) relativo à morte de duas pessoas,
possivelmente atribuídas à precipitação do fosfato de cálcio em soluções de
nutrição parentérica.
... uma Palavra Final.
Espera a Autora, que este Guia corresponda às expectativas
dos destinatários e que cumpra os objectivos a que se propôs, isto é, fornecer
informação útil e eficaz para uma correcta administração da terapêutica
injectável ao doente por parte dos Profissionais de Saúde.